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Sobre ser porta-voz
Novembro/2007
Muitos que lêem esta newsletter souberam do triste acidente com a empresária Maria Luisa Rodenbeck, Diretora-Geral da rede Starbucks no Brasil. Mas além de suas qualidades como pessoa e empresária, que amigos e companheiros de trabalho não se cansam de relembrar, há um lado que nem todos conheceram: o de porta-voz. E como em tantos outros aspectos, ela também nos deixou algumas lições na sua forma de se relacionar com a Imprensa, que a Publicom teve o privilégio de acompanhar ao longo de um ano.
Veículos diários, econômicos, de entretenimento, de varejo e alimentação abriram amplos espaços para a chegada do Starbucks. Mais do que esperado, pela relevância da marca. Porém, força de marca ou grandes investimentos não resultam automaticamente em matérias favoráveis, com todas as mensagens desejadas presentes.
O que fez a diferença no tom positivo e até "acolhedor" das matérias publicadas sobre o Starbucks foi o entusiasmo de sua principal porta-voz. Não há jornalista que não tenha saído encantado de uma entrevista. Encantado com a precisão das informações, com respostas para qualquer pergunta - mesmo as mais difíceis - e principalmente com o entusiasmo que Maria Luisa transmitia.
E este é o segredo do bom porta-voz: entusiasmo, crença verdadeira naquilo que fala ao jornalista. Treinamento e preparação ajudam muito, mas sozinhos não substituem a transparência, o olho-no-olho e a convicção autêntica. Jornalista é treinado para anotar as respostas, mas também a observar o contexto. A linguagem corporal, verbal e o tom de voz complementam a sua impressão e ajudam a convencer. Ou fazem duvidar do que é dito.
Se alguém tinha dúvidas de que o Starbucks daria certo no Brasil os argumentos sólidos apresentados pela sua diretora-geral de forma absolutamente entusiasmada e confiante, e sempre com um sorriso, derrubavam qualquer incerteza. Quem conheceu Maria Luisa sabe do que estamos falando, pois não era apenas com a Imprensa que o seu entusiasmo se revelava. Mas mesmo quem não a conheceu e leu alguma de suas muitas entrevistas pode se inspirar neste exemplo de uma das melhores porta-vozes que a Publicom já teve a oportunidade de apoiar. Técnica, preparo e convicção verdadeira são elementos indispensáveis para quem se propõe a representar publicamente a imagem de uma empresa.
Lições de crise
Agosto/2007 O noticiário brasileiro foi dominado nos últimos meses por mais uma tragédia aérea, que reuniu os mais nefastos ingredientes de uma crise: um número alto de vítimas, exibição da tragédia ao vivo em horário nobre pela TV, infindáveis especulações sobre possíveis culpados e um forte impacto político, resultando até em mudanças na estrutura do Governo. Tudo isso potencializado por um cenário prévio de caos aéreo que já afetava seriamente a reputação das empresas do setor.
Passado o impacto, é hora de cada empresa refletir sobre as suas próprias operações e sistemas de prevenção de crises. A queda de um avião é o que de pior pode acontecer a uma companhia aérea. Mas será que todas as empresas têm um plano de ação pronto para a sua “pior crise possível?” Não há empresas imunes a crises, mas a preparação torna as empresas resistentes a crises. A Publicom tem desenvolvido para vários clientes programas preventivos, que vão do diagnóstico de riscos potenciais ao treinamento dos profissionais expostos a crises, e os resultados têm confirmado o valor do investimento em tais programas.
Uma boa preparação ajuda a empresa a ter um norte no momento em que a crise acontece. E assim como ocorre a um paciente que chega à emergência de um hospital, o sucesso ou fracasso da condução da crise depende fortemente do que é feito – e das reações – nas primeiras 24 horas. Falar no tempo certo, não especular, e não correr riscos assumindo posições ou dando certezas que futuramente podem vir a ser questionadas são algumas das lições básicas que se aplicam a crises de qualquer tamanho ou natureza.
Novos tempos, novas ferramentas de comunicação
Junho/2007 O mercado registra acentuado crescimento das vendas de computadores no Brasil. Em 2006, foram 8 milhões de unidades e, ao que tudo indica, em 2007, serão comercializadas 10 milhões. A redução de impostos, com a conseqüente queda nos preços de desktops e noteboooks, e os financiamentos em até 24 meses, facilitaram a aquisição por parte dos usuários domésticos em geral. Os preços de provedores e de telefonia, rádio ou satélite e, sobretudo, da banda larga, ainda excluem milhares de pessoas. Mas a inclusão digital já caminha a passos largos, afinal, muitos podem acessar a internet no trabalho, escola ou nos diversos cybers que estão em todos os quarteirões. Estudo feito pelo Interactive Advertising Bureau prevê que até o fim de 2007 o número de internautas no Brasil deve atingir a marca de 37 milhões, um crescimento de 12% em relação ao primeiro trimestre deste ano. No acumulado dos últimos quatro anos, o número de internautas aumentou 67%.
Empresas antenadas já estão se preparando para esta nova fase, chamada de Web 2.0. Sabem que agora irão lidar com públicos cada vez mais diversificados, com costumes, opiniões e visões de mundo completamente diferentes. É preciso preparar-se. Se, antes, apenas o que ameaçava uma empresa era a mídia, hoje não é mais. A sociedade como um todo passa a ter voz ativa e exibe seus pensamentos através das comunidades on line, grupos, blogs, sites independentes. Em sua recente passagem pelo Brasil, na qual fez uma palestra no 10 o . Congresso de Comunicação Corporativa, Laura Schoen, presidente da Divisão Healthcare da Weber Shandwick, agência à qual a Publicom é afiliada, destacou essa tendência internacional. Para se ter uma idéia, pesquisas feitas no Google sobre as principais marcas globais mostraram que 26% dos links levam a fontes alimentadas por consumidores, como blogs e análises ou críticas de usuários de produtos e serviços.
Laura destacou que a nova realidade exige mudança de atitude e ressaltou que muitas empresas, com criatividade, já começam a incorporar essas novas mídias aos planos de comunicação: blogs corporativos, poadcasts, lançamentos no Second Life, chats, monitoramento de comunidades também podem ser importantes ferramentas para as grandes corporações, passando a fazer parte do mix de ações, junto com programas voltados para as mídias tradicionais. Nesses novos tempos tudo indica que a tradicional agenda setting - aquela velha discussão de que somente a imprensa pauta os assuntos que são debatidos – está se modificando. Na era digital, a sociedade começa a pautar as discussões, de acordo com os seus interesses. Imaginem quando a interatividade chegar às televisões. Falta pouco! Mas isto é assunto para outra news.
Conteúdo Colaborativo: O Novo Nome do Jogo
Abril/2007 No fim de 2006, o site YouTube, que começou como uma brincadeira entre amigos, foi vendido por US$ 1,65 bilhão. Também em 2006, a Editora Abril lançou em novembro a revista Sou + Eu, feita inteiramente por reportagens enviadas pelos leitores, remunerados pelas suas contribuições. E no lançamento do site "Ancelmo.com", em fevereiro, O Globo enfatizou o espaço para os leitores participarem, enviando fotos. Espaço, aliás, que Ancelmo há muito tempo já abria em sua coluna diária em O Globo, sempre ilustrada com fotos enviadas por leitores – de árvores a denúncias de maus modos pela cidade. Enquanto isso, os blogs se multiplicam e ganham relevância.
Não é coincidência. É a era do leitor-editor. Se no passado os veículos de comunicação buscavam adequar suas linhas editoriais às expectativas dos leitores, ouvindo a sua opinião por meio de pesquisas, hoje o leitor descobriu que pode, ele próprio, ser o repórter, editor, comentarista.
Certamente a Internet colaborou para esta mudança, pela facilidade de publicação. Mas esta é uma tendência que começa a se manifestar até mesmo na mídia impressa, como mostra o exemplo da Sou+Eu. Um dos mais expressivos exemplos de conteúdo colaborativo nasceu em 2006, na Califórnia. O grupo que edita o Los Angeles Daily News criou o valleynews.com, um jornal on-line inteiramente feito por conteúdo enviado pelos leitores, dividido por comunidades regionais. O slogan é: your neighborhood, your event, your life. A equipe do jornal apenas organiza as contribuições, por temas e regiões, com a perspectiva de geração de edições impressas para distribuição em cada comunidade.
Além do óbvio impacto no modelo tradicional da imprensa, e reflexos na própria estrutura do negócio – afinal, os leitores também serão funcionários –, a tendência terá também impacto sobre a relação das empresas com a imprensa. Ser notícia – boa ou má – dependerá cada vez menos de uma boa relação com os jornalistas somente. O universo de quem pode falar bem ou mal de uma marca em um veículo de massa será cada vez maior. E as empresas precisarão, cada vez mais, fortalecer seus laços com seus stakeholders e proteger sua imagem.
O pensamento dos CEOs sobre crises e recuperação de imagem
Dezembro/2006
Em palestra realizada em São Paulo no dia 27 de outubro, o Chairman da Weber Shandwick, da qual a Publicom é afiliada no Brasil, falou sobre proteção e reconstrução de imagem corporativa sob um ponto de vista diferente: o dos líderes empresariais. Suas visões foram mapeadas pela Weber Shandwick por meio de uma pesquisa envolvendo 950 altos executivos em 11 países, incluindo o Brasil.
Apenas 20% deles acredita que o CEO deve ficar invisível após a crise. Mas a pesquisa revelou que o simples pedido de desculpas do CEO é uma estratégia ultrapassada – na opinião dos próprios CEOs. O pedido de desculpas ficou em 8º lugar, com 59%. A principal atitude apontada pelos líderes empresariais foi anunciar medidas que a empresa irá tomar para solucionar o problema. No entanto, apenas 40% acham que a empresa deve responder a blogs em momentos de crises, demonstrando que o poder desta mídia ainda não está suficientemente compreendido.
Outras estratégias mencionadas como eficazes na recuperação da imagem foram trabalhar em estreita colaboração com a assessoria jurídica na divulgação de declarações públicas (72%), emitir regularmente comunicados sobre o problema (71%) e divulgar rápida e publicamente o que aconteceu (71%). Muitas destas providências ajudam a prevenir uma cobertura excessiva pela mídia, dando segurança às partes interessadas de que a empresa atua com transparência e iniciativa, dentro do possível nas circunstâncias.
Na opinião dos executivos brasileiros, três anos e meio é o tempo que uma companhia leva para recuperar a sua imagem depois de uma crise de grandes proporções. Entre os fatores apontados por eles como mais prejudiciais para a imagem das empresas estão o comportamento antiético, a má conduta dos executivos e as irregularidades financeiras. Na média de todos os países pesquisados, as posições se alteram: irregularidades financeiras vêm em primeiro, seguidas por comportamento antiético e má conduta dos executivos. Mas sobre a melhor forma de proteger a imagem da empresa, brasileiros e estrangeiros empataram: a satisfação dos consumidores vem em primeiro lugar. (Leia o sumário executivo da pesquisa “aqui”.)
Muito além do balanço social e da caridade
Agosto/2006
O aumento do interesse dos brasileiros pela atuação socialmente responsável das empresas é uma realidade. Mas a forma de comunicar as ações constitui-se em um grande desafio, exigindo das organizações um tratamento multidisciplinar, sem fórmulas únicas, e com ferramentas diferenciadas para cada público. É o que demonstra a pesquisa divulgada em agosto sobre as expectativas e atitudes dos consumidores brasileiros sobre a responsabilidade social corporativa, desenvolvida pela Market Analysis. Apresentada durante a Conferência Internacional do Instituto Ethos, o estudo indicou que 78% dos 800 entrevistados têm interesse e acompanham as ações empresariais nessa área. É um índice equivalente ao de países como Estados Unidos, Canadá e Itália.
A análise apontou também o que os brasileiros acham relevante para considerar uma empresa socialmente responsável. Para os consumidores, o quesito que conta mais pontos não é a caridade, e sim o tratamento justo dos empregados, com 25% das menções. Fazer doações aparece em segundo, com 19%, numa posição praticamente empatada com a criação de empregos e incentivo à economia, com 18% das citações. Daí a importância de ações efetivas de aprimoramento das condições de trabalho e satisfação, as ações de comunicação interna para melhorar o clima da empresa e a demonstração da contribuição da companhia à sociedade local.
A forma de comunicar também foi alvo do estudo. Apenas 7% dos brasileiros já leram um balanço social. Dessa parcela, 73% afirmaram que melhoraram sua visão sobre a empresa. Isso demonstra que o balanço é eficiente, mas atinge um universo muito reduzido, não podendo ser a única ferramenta de comunicação. A pesquisa mostrou que a principal fonte de informação dos brasileiros sobre a atuação social das empresas é a Imprensa, com 88% das menções. Outros canais bastante citados foram a publicidade (52% do total pesquisado), amigos ou família (48%) e a Internet (27%). Completam o ranking as fontes da própria empresa: as lojas onde foram comprados os produtos (22%), o site corporativo (17%) e os relatórios ou publicações institucionais (15%).
O resultado confirma a importância de utilizar ferramentas variadas, e também a força do boca-a-boca. Consumidores insatisfeitos, vizinhos que reclamam ou funcionários que levam aos seus amigos informações negativas sobre a atuação da empresa - pessoalmente ou via Internet - são poderosos formadores de opinião e podem derrubar qualquer tentativa de construir uma imagem de empresa responsável, por mais dourado que seja o seu balanço social.
Somos todos responsáveis pela comunicação
Julho/2006
A modernização e sofisticação dos sistemas de comunicação das empresas vêm unindo profissionais de Recursos Humanos e de Comunicação Interna em torno de um desafio comum: como tornar a comunicação de objetivos e decisões empresariais uma responsabilidade de todos em uma companhia.
Em recente artigo publicado na revista Conocimiento & Dirección, especializada em RH e publicada em vários países da América Latina, Keith Burton, Presidente da Insidedge, grupo de consultoria de comunicação interna da GolinHarris, da qual a Publicom é afiliada exclusiva no Brasil, descreve como a comunicação efetiva entre líderes motivados e suas equipes resulta na construção de níveis de confiança e retenção importantes para ganhar mercado. "É imprescindível que as empresas incentivem seus gerentes a servirem como fonte primária de informação e comunicação", diz Burton.
Ele recomenda aos gestores algumas ações para aprimorar a comunicação que podem fazer a diferença, seja qual for o ramo da empresa:
* Escute seus empregados. Pesquisas periódicas e feitas com pequenos grupos podem revelar o que uma população grande pretende. Assim como as pesquisas externas guiam as decisões que tomamos no marketing, a pesquisa com os funcionários deve guiar a comunicação interna.
* Construa a gerência como cultura supervisora. Os gerentes e supervisores são comunicadores vitais. Mas não é suficiente apenas disponibilizar e compartilhar a informação com seu supervisor. É preciso desenvolver suas habilidades de comunicar para o restante da equipe sob sua responsabilidade.
* Ponha as pessoas em primeiro lugar. Com que freqüência sua empresa lança um novo produto, promove uma campanha ou anuncia uma nova estratégia sem contar primeiro aos seus funcionários? Lembre-se que seus funcionários têm que vender os seus produtos, representar a sua marca e executar a estratégia. Se você não compartilha essa informação antes, eles estarão um passo atrás.
* Seja franco. Muitas organizações são muito egoístas para compartilhar boas notícias com seus funcionários. Mas como uma pesquisa recente feita pela Insidedge confirma, eles também querem escutar as más notícias. Seus funcionários confiarão mais em você se tiver vontade de compartilhar não apenas as coisas boas.
Ações simples e transparentes contribuem para a formação de uma equipe coesa e alinhada aos objetivos da empresa. Grandes companhias como McDonald´s e Contax, que ultrapassam a casa dos 30 mil funcionários no país, têm obtido sucesso em seus negócios justamente através do comprometimento das equipes, apoiadas em programas conjuntos de RH e Comunicação Interna desenvolvidos ou executados pela Publicom.
Al Golin recebe prêmio e comemora 50 anos da GolinHarris
Junho/2006
No ano em que completa 50 anos, a GolinHarris, uma das maiores agências globais de comunicação, representada no Brasil com exclusividade pela Publicom, comemora o Gold Anvil Award, concedido no último dia 8 ao seu fundador e chairman, Al Golin. Uma iniciativa da PRSA - Public Relations Society of America, o Gold Anvil Award é o mais alto prêmio individual da Sociedade e tem por objetivo reconhecer os profissionais de Relações Públicas que se destacaram na carreira.
Personalidade lendária no mundo das Relações Públicas, Al Golin é autor de conceitos que continuam atuais, como o do "Banco de Confiança", expressão por ele criada - e registrada pela empresa - para simbolizar a atitude de cultivar relacionamentos e fazer ações positivas a fim de manter um saldo alto de credibilidade, valioso em situações adversas. Muitos dos conceitos de Al Golin estão presentes na série de pequenos vídeos mensais, criados pela GolinHarris especialmente para comemorar o aniversário, com histórias que expressam a visão de Al Golin sobre a comunicação baseada em sua vasta experiência. O nome da série é After 50 Years, You'd Think I'd Have Learned Something. Os vídeos podem ser acessados em www.golinharris.com .
Seis edições já estão no ar. Em Don't Let High Tech Replace High Touch, Al fala sobre a importância de manter a comunicação humanizada no mundo tecnológico. Em Fix It Before It Breaks, ele aborda a coragem de mudar alguma coisa que ainda está funcionando bem, antecipando a necessidade de consertá-la no futuro. Em Trust Isn't Everything It's The Only Thing, o tema é o papel da construção de confiança nos negócios e no plano pessoal. Em Cold Calls Work, ele conta o início do trabalho para o McDonald's, com o fundador da rede, Kray Kroc, em 1957. O McDonald's é até hoje um dos principais clientes da GolinHarris, e também da Publicom. Em Walk the Halls, Al Golin reforça o papel estratégico da comunicação nas empresas, a começar pelo CEO. Já em Selling is not a Dirty Word, ressalta que saber vender - idéias, produtos ou informações - é um elemento importante em qualquer negócio.
Al Golin continua em plena atividade, compartilhando sua experiência com clientes e viajando pelo mundo para palestras e eventos. Há quatro anos esteve no Brasil falando para clientes da Publicom em São Paulo e no Rio. E como tantos outros estrangeiros, sempre que encontra os amigos brasileiros faz questão de lembrar da forte impressão causada pela visita a uma churrascaria rodízio.
O poder da Imprensa e do vizinho
Maio/2006
Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a importância de investir nas boas relações com a Imprensa para a construção e manutenção da imagem corporativa ou dos riscos que uma matéria negativa oferece para a reputação das marcas, uma pesquisa que acaba de ser divulgada traz números importantes para mudar esta visão. O estudo, realizado pela agência Reuters, pela BBC e pelo Media Center Poll da GlobeScan, indicou que no Brasil a população confia muito mais na Imprensa do que no Governo - 45% x 30% - , situação que se repete em outros países em desenvolvimento.
Os jornais nacionais e regionais são o veículo da Imprensa em que a população mais acredita: aparecem em primeiro lugar, com 68%. Mas a disputa é apertada: logo em seguida vêm a TV (66%) e os jornais locais (64%). O mais interessante é o que vem na quarta colocação. Internet ou rádio? Não. São os familiares e amigos, com 57%. É o poder do "boca-a-boca", do convencimento pelo relacionamento pessoal, claro que influenciado não só pela própria Imprensa, mas também pelas ações de comunicação das empresas. Isso confirma a importância de conquistar os stakeholders (clientes, vizinhos, fornecedores, funcionários), com relacionamento aberto e permanente, de mão dupla. A pesquisa comprova que seu poder de convencimento é bastante elevado. Podem espalhar más notícias com credibilidade, ou proteger a marca, se estiverem dispostos a defendê-la de ataques com a força de seu testemunho.
A pesquisa também avaliou quais as principais fontes de informação da população, independentemente da credibilidade. Aí o ranking muda: a TV fica no primeiro lugar absoluto com 56% e os jornais numa distante segunda posição, com 19%. E a Internet, um meio relativamente recente de divulgação de notícias, já mostra sua força: aparece com 10%, empatada no terceiro lugar com o rádio, que já foi o grande meio de comunicação e integração nacional. Mulheres se informam mais pela TV e pelo Rádio, enquanto homens preferem jornais e a Internet, indicou o estudo.
Mas nem tudo são flores para a Imprensa. O brasileiro demonstra que acredita muito nela, tendo-a como sua principal fonte de informação, mas 18% acham que os veículos cobrem muitas notícias ruins, enquanto 64% dizem não encontrar notícias de seu interesse. Desafio para a Imprensa, que de um lado tem o papel de denunciar escândalos e erros, tornando-se "incômoda" e negativa, e de outro busca manter o alto nível de confiança de seus leitores. Até agora, o esforço vem sendo bem sucedido, não só aqui como na maioria dos países. Apenas na Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido os pesquisados disseram acreditar menos na Imprensa do que no Governo.
Aberta
a Temporada de Reconhecimento aos Melhores Empregadores
Março/2006
As maiores empresas do Brasil estão neste momento
dedicando tempo e energia a uma maratona de
coleta de números, informações e preenchimento
de formulários e questionários. Prestação de
contas aos acionistas? Nada disso. Trata-se
da temporada de reconhecimento aos melhores
empregadores do país.
Este ano, além do tradicional levantamento promovido
pela revista Exame (Guia das Melhores Empresas
para Trabalhar), a revista Época também lançou
o seu ranking. Ambos com inscrições abertas
durante o mês de março. O trabalho para participar
dos levantamentos não é pequeno, já que a análise
é criteriosa, feita em várias etapas e conduzida
por especialistas em recursos humanos. O parceiro
da Exame este ano será a USP, e o da Época o
Instituto Great Place to Work (que até o ano
passado coordenava o Guia Exame).
Não basta à empresa ter boas práticas - é preciso
demonstrar tais práticas com excelentes argumentos,
já que o número de aspirantes à lista dos melhores
é cada vez maior. Para se ter uma idéia deste
interesse crescente, em 2005, a Exame recebeu
488 inscrições, contra 281 em 2000.
O que faz corporações gigantescas disputarem
arduamente uma posição no ranking - e muitas
vezes perder para empresas menores, com menos
recursos para investir em benefícios e programas
de valorização de pessoas? A consciência de
que ser uma boa empresa hoje não significa apenas
dar lucro aos acionistas ou fabricar / vender
produtos de qualidade.
É cada vez
mais difícil uma organização se sustentar no
mercado se a sua equipe não tem confiança ou
lealdade. Se não sabe transmitir ou defender
a imagem da companhia. Se não acredita nos líderes.
Se não consegue atrair novos talentos. E o mercado
aprendeu a valorizar as empresas que conquistam
o reconhecimento de boas empregadoras, já que
esta condição traz efeitos concretos sobre os
resultados financeiros e operacionais.
Explica-se assim a corrida ao Oscar dos melhores
empregadores. Uma corrida em que tamanho não
é documento. Com 100 mil ou 10 mil funcionários,
o que vale para entrar na lista é mostrar seriedade,
consistência, originalidade e efeitos reais
das boas práticas adotadas. E ir muito além
dos benefícios financeiros (salários altos ou
bonificações). Transparência na comunicação,
portas abertas e incentivo ao voluntariado muitas
vezes valem mais do que salários altos.
Líderes
das Organizações:Embaixadores da Marca
Janeiro/2006
O papel das lideranças é cada vez mais ativo
na construção e manutenção da imagem. Em tempos
de comoditização, o envolvimento emocional do
público com as marcas é, em muitos casos, o
que diferencia um produto de outro. E - assim
como nas relações pessoais - conhecer a "família"
da marca pode fazer a diferença na opinião dos
consumidores e outros públicos com os quais
a empresa se relaciona.
Nesse contexto, o papel dos líderes empresariais
deixou de ser apenas o de cuidar dos resultados
operacionais e financeiros da companhia. Ele
tem um ativo tão ou mais importante para cuidar:
as marcas. Cabe a ele a missão de representar
os valores da empresa, como um embaixador. Quando
a confiança nele é abalada, os efeitos podem
ocorrer no mercado de ações, nas prateleiras
das lojas, nos corredores do Governo, no refeitório
da empresa e na vizinhança das lojas ou fábricas.
Em um estudo denominado "Trust on America Business"
realizado pela GolinHarris, consumidores e formadores
de opinião apontaram o que é mais importante
para um Presidente construir confiança sobre
a sua empresa ou marca:
- Fazer dos consumidores prioridade número 1
(91%)
- Assumir responsabilidade pessoal (90%)
- Comunicar-se aberta e regularmente (89%)
- Administrar crises melhor e mais honestamente
(87%)
- Manter-se fiel aos princípios éticos em qualquer
situação, ainda que com prejuízos para o negócio
(85%)
Não é à toa que os líderes das maiores organizações
globais deixaram seus gabinetes refrigerados
para circular pelo chão de fábrica e viajar
pelo país e pelo mundo levando aos seus interlocutores
- internos e externos - a mensagem da empresa.
E tomam a dianteira na comunicação quando há
uma crise. Elevando o discurso teórico da organização
a um grau de personalismo e proximidade que
faz a diferença no que diz respeito à credibilidade
que transmitem.
br>Isso é construir confiança sobre a organização,
estendida naturalmente às marcas que dela fazem
parte.
Blogs:
uma nova revolução
Dezembro/2005
O advento dos blogs está causando a maior e
mais inesperada revolução na forma como a mídia
trabalha, e conseqüentemente em seu impacto
sobre as organizações e marcas. Especialistas
em estudar o fenômeno alertam que ignorar a
força dos blogs hoje é equivalente a não prestar
atenção na Internet há 10 anos.
Nos Estados Unidos, 22% das empresas que participaram
de uma pesquisa anual feita pela revista PR
Week declararam monitorar a blogsfera em busca
de menções à sua marca. Número significativo
quando se leva em conta que ninguém havia ouvido
falar de blogs há poucos anos.
No Brasil o fenômeno ainda não tem as mesmas
proporções, mas caminha a passos largos para
tal. O blog do jornalista Ricardo Noblat chegou
a ter mais de 1 milhão de acessos no auge dos
depoimentos da CPI dos Bingos. São lidos pelo
público, e também pela Imprensa, que tem cada
vez mais se pautado por eles.
Embora os blogs pudessem ser enquadrados em
uma série de categorias (grupos de pressão?
entretenimento?), o fato é que estão se consolidando
como um tipo de mídia livre, em que o autor
se transforma em editor escreve o que deseja.
E a grande questão é: como lidar com eles do
ponto de vista de Relações Públicas? Ignorar?
Responder? Enviar releases para os blogs relacionados
à área de atuação da empresa ou marca tratando-os
como uma mídia tradicional? Criar o blog da
empresa?
Todas as respostas podem ser certas ou erradas,
dependendo da situação, empresa, marca, mercado.
Mas o fato é que relacionar-se com os blogs
terá que ser parte de qualquer programa de comunicação,
com o aconselhamento da agência de Relações
Públicas sobre qual a melhor forma de utiliza-los
ou lidar com eles em função dos objetivos que
se quer atingir e do contexto em que a marca
ou organização se encontra.
Recorde de inscrições
no Prêmio Aberje: consolidação da comunicação
Setembro/2005
O Prêmio Aberje, que reconhece as melhores práticas
da comunicação empresarial brasileira, chega
à sua 31ª edição com número expressivo de inscrições:
1.099 projetos em 24 categorias. Entre os quase
450 finalistas que disputaram em julho e agosto
as premiações regionais, em sessões públicas
de defesa diante de bancas de jurados, estão
seis projetos do McDonald's, Kraft Foods, Club
Med, NET e Petrobras, desenvolvidos ou executados
pela Publicom. A agência é a mais premiada dos
últimos anos, acumulando 14 prêmios.
Em 2005, o McDonald's concorre com a campanha
McDia Feliz, um dos mais relevantes projetos
sociais do país, que desde 1988 já destinou
51 milhões a instituições que cuidam de crianças
com câncer. A Kraft tem como um dos finalistas
o case de Assessoria de Imprensa da Páscoa,
fruto de um trabalho nacional envolvendo as
afiliadas da Rede Publicom, que resultou na
liderança da cobertura auditada pela ABICAB
(Associação Brasileira da Indústria de Cacau,
Amendoim, Balas e Derivados). A Kraft teve também
selecionado para a final seu programa de Relacionamento
com a Comunidade, que envolve uma série de projetos
apoiados pela agência, como o "Kraft Cares".
O Club Med foi reconhecido na categoria Boletim
Interno com a publicação "Profissão Club Med
AMS", lançada em 2004 para integrar e motivar
os funcionários dos escritórios do Brasil e
Argentina e dos três villages da rede no país.
Já a NET disputa a final com a e-news Boletim
de Programação criado para jornalistas, que
leva diariamente informações sobre os destaques
de cada canal à Imprensa especializada de todo
o país. A Petrobras é finalista em São Paulo
com o projeto "Mudança do Edifício São Paulo".
A representatividade do Prêmio Aberje, que mobiliza
as maiores organizações públicas e privadas
do país em busca do reconhecimento de seus programas
de comunicação, é um reflexo do papel cada vez
mais importante ocupado pela Comunicação. No
mundo de informação rápida, consumidores conscientes
e valorização de atributos, como transparência
e postura ética, são critérios que influenciam
desde a decisão individual de compra até a avaliação
de performance de uma companhia diante de seus
investidores: Comunicação deixou de ser supérfluo.
Em muitos casos, pode significar a sobrevivência
de uma marca ou empresa.
Uma crise não
é o apocalipse(para quem está preparado)
Junho/2005
Os recentes episódios envolvendo pessoas e empresas
que tiveram suas reputações atacadas em função
de denúncias, verdadeiras ou não, nos levam
a uma reflexão sobre o tema crise e suas repercussões.
Marcas, assim como reputações, são construídas
ao longo dos anos, com cuidado, seriedade e,
sobretudo, com princípios como ética, transparência
e verdade.
Como cidadãos ou consumidores, podemos "perdoar"
uma empresa ou marca por uma falha operacional
ou erro humano. Mas se essa falha vier acompanhada
da sensação - ou certeza - de que houve um engano
intencional, ou uma tentativa de encobrir os
fatos, os danos podem ser profundos ou até irreversíveis.
Confiança se constrói. Um "banco de confiança"
sólido, com respaldo de todos os segmentos da
sociedade e públicos com os quais uma empresa
se relaciona, é um trabalho de longos anos,
que exige uma determinação corporativa e um
trabalho cuidadoso de comunicação diária dos
valores e princípios de uma companhia.
O princípio do "banco de confiança", idealizado
por Al Golin, fundador da Golin Harris, empresa
do grupo Interpublic do qual a Publicom é afiliada,
prevê depósitos graduais e sucessivos, para
prevenir as " retiradas " imprevisíveis. Manter
uma operação 100% correta, cumprir as normas
da legislação, ter um código de ética e estabelecer
valores claros - para funcionários, fornecedores
e clientes - são fundamentais para a construção
e consolidação de uma marca ou empresa.
Ninguém está imune a uma crise. Mas estar preparado
para recebê-la com seriedade e transparência,
caso aconteça, é uma questão de sobrevivência.Grandes
marcas e empresas já enfrentaram graves crises
em suas operações. Saíram ainda mais fortes
as que souberam transformar uma situação crítica
em oportunidade, reafirmaram publicamente seus
valores, reforçaram seus laços com a sociedade
e consumidores e promoveram mudanças em suas
estruturas para evitar a repetição daquele erro
inesperado.
Neste cenário, a prevenção e o preparo são fundamentais.
Em seus 17 anos de atuação no mercado, a Publicom
vem prestando consultoria na área de crises
para seus clientes, mapeando riscos e desenvolvendo
planos de ação preventivos e treinamentos para
atuação nas mais diversas situações sensíveis,
juntos aos mais variados públicos de relacionamento.
Para os que se preparam com seriedade, só há
um resultado possível: o fortalecimento da marca.
Comunicação
Interna: evolução nos meios e na mensagem
Fevereiro/2005
A evolução que vem se desenvolvendo na comunicação
empresarial nos últimos anos tem sido especialmente
marcante na área interna das empresas e organizações.
Se antes comunicação interna era quase que sinônimo
de jornalzinho, hoje o céu é o limite para a
vasta gama de ferramentas e mídias disponíveis.
Murais com visual arrojado, rádios e TVs via
satélite ou Internet, informativos em tempo
real disponíveis na Intranet, jornais e revistas
segmentados dentro da organização e com tratamento
gráfico e editorial extremamente bem cuidados,
campanhas sofisticadas e sistemas de comunicação
em mão-dupla são apenas algumas das possibilidades
utilizadas pelas empresas para informar, motivar
e alinhar seus funcionários.
Mas é no aspecto estratégico que a comunicação
interna mudou mais, e para melhor. Muitas organizações
já despertaram para a realidade de que não basta
colocar em funcionamento o arsenal de ferramentas
disponíveis. É necessário que cada ferramenta
esteja relacionada às diretrizes globais de
comunicação da empresa.
É preciso ainda
que todos esses instrumentos cumpram sua função,
tanto em momentos de estabilidade quanto nas
mudanças cada vez mais constantes na trajetória
das empresas, em adaptação permanente a fatores
externos, de cunho econômico ou social. Especialmente
nos momentos de mudanças ou crises, o potencial
da Comunicação Interna é imenso, pois o posicionamento
omisso da empresa causa tensão e ansiedade entre
os funcionários, deixando o caminho aberto a
boatos e especulações.
Por meio de ações planejadas e permanentes de
Comunicação Interna, os funcionários são sempre
informados sobre os objetivos e os valores da
empresa, envolvidos no processo de alcance das
metas pré-estabelecidas e estimulados a participar
da busca de resultados, tornando-se co-responsáveis
pelo sucesso da corporação.
O público interno percebe claramente quando
falta coerência no discurso ou quando há omissão,
seja ela voluntária ou involuntária. Ele reage
aos estímulos de diversas maneiras, podendo
variar da descrença ao desinteresse, passando
pela falta de motivação. Comunicar de maneira
adequada, profissional e consistente vem deixando
de ser supérfluo e se tornando item de primeira
necessidade.
Empresas como McDonald´s, Net, Contax, Kraft
Foods, Lafarge e Club Med, para as quais a Publicom
tem realizado ações de comunicação interna ,
são exemplos de organizações que têm colhido
os frutos da decisão de tratar a comunicação
interna como estratégica: têm um corpo de funcionários
integrado, informado e comprometido com as importantes
marcas que representam, o que inegavelmente
contribui para a performance empresarial.
A
matéria caiu? Fale com o Papa.
Abril/2005
Motivo de frustração para entrevistados, empresas
e jornalistas - tanto os que trabalham nas redações
quanto nas Assessorias de Imprensa -, a substituição
de uma pauta programada para uma determinada
edição por outra mais "quente", do dia, é uma
constante na vida de quem lida com notícias.
Ou depende delas. As célebres frases "a pauta
caiu", "a matéria virou nota", "a foto foi cortada
por que o ministro anunciou uma nova medida" fazem parte do dia-a-dia dos profissionais que
se relacionam com a Imprensa e devemos estar
preparados para esta possibilidade.
Tomemos como exemplo a morte do Papa João Paulo
II. A Global Language Monitor, associação de
lingüistas que tem por objetivo identificar
as tendências do uso das palavras e sua influência
sobre a cultura, divulgou um estudo que contabilizava
75 mil reportagens sobre o pontíficie após 72
horas do anúncio de seu falecimento. Superou
em quase três vezes as citações aos ataques
terroristas de 11 de Setembro e em dez vezes
a reeleição do presidente George W. Bush no
mesmo espaço de tempo que sucedeu cada um destes
episódios.
Embora a morte do Papa fosse esperada há meses
e as redações dos veículos já tivessem materiais
preparados sobre o assunto, no dia que aconteceu,
muitas matérias deixaram de ser publicadas ou
veiculadas. As disputadas páginas dos jornais
e minutos dos noticiários minguaram em questão
de segundos, reduzindo as demais matérias programadas
ao mínimo espaço disponível, ou até eliminando
a sua publicação. Naquele dia e nos subseqüentes.
Este "peso relativo" dos assuntos para a Imprensa
deve ser levado em conta no planejamento e avaliação
do cenário das assessorias de imprensa. Nenhuma
pauta é boa isoladamente e as notícias "do dia"
serão sempre prioridade. Como leitor e cidadão,
é fácil aceitar e apoiar esta premissa básica
do Jornalismo . Mas no dia-a-dia, é necessário
lembrar bem dela para evitar a frustração típica
dos envolvidos na cadeia de produção de uma
matéria - repórter, porta-voz, assessor de imprensa,
diretor do projeto e tantos outros - que dedicaram
seu tempo e empenharam esforços, dos dois lados,
para que as informações sobre aquele lançamento
ou anúncio importante, programado justamente
para aquele dia, fossem publicadas ou veiculadas
corretamente.
Press
trips : aproximação vantajosa para empresas
e jornalistas
Janeiro/2005
As press trips são uma importante ferramenta
de relacionamento com a Imprensa. Dependendo
da natureza e da complexidade do negócio da
empresa, nada melhor que proporcionar ao jornalista
a possibilidade de conhecer de perto as instalações
de uma unidade, acompanhar as operações de um
empreendimento ou participar de um evento ou
congresso internacional específico de sua área
de atuação.
Mas já se foi o tempo em que os veículos aceitavam
qualquer convite. Com equipes mais reduzidas,
mesmo os grandes jornais avaliam cuidadosamente
as oportunidades de viagens oferecidas por empresas
ou entidades, considerando principalmente a
relevância do assunto. Em uma natural avaliação
de custo/benefício, o deslocamento de um profissional,
muitas vezes por vários dias, só é feito se
o jornal, revista ou emissora de TV julgar que
a notícia - ou o conhecimento que poderá ser
adquirido - vale a pena.
Assim, é necessário que a decisão de convidar
jornalistas para uma press trip seja tomada
em conjunto com a Assessoria de Imprensa, que
avaliará se o convite é atrativo do ponto de
vista jornalístico, ou como fazer para que se
torne interessante.
Convite aceito, o processo está apenas começando.O
planejamento do roteiro da viagem, mensagens
a serem transmitidas, materiais que serão entregues
aos jornalistas e o acompanhamento profissional
durante o evento asseguram que a viagem atenderá as expectativas de quem convidou e dos jornalistas
presentes.
É bom lembrar que a realização
de uma press trip não é garantia de uma matéria
100% positiva ou unicamente sobre a empresa.
Dependendo da natureza do assunto, o jornalista
poderá contextualizar a informação, com a inclusão
de um panorama do setor e até dados sobre concorrentes.
Ainda assim o investimento é válido? Sem dúvida.
Principalmente se as empresas tiverem em mente
que o objetivo principal e de longo prazo é
o relacionamento e não o resultado imediato.A
Publicom tem planejado e realizado com sucesso
press trips para clientes como Novartis, Kraft
Food, Lafarge e Club Med. Se por um lado as
empresas têm a oportunidade de mostrar suas
pesquisas, fábricas e instalações à Imprensa,
por outro os jornalistas têm a oportunidade
de realizar uma boa matéria, aprofundar seu
conhecimento sobre a empresa, conhecer detalhes
de sua operação e ainda fazer contatos com executivos
que podem ser úteis para a produção de matérias
futuras.
Patrocínios e parcerias: como
selecionar bem e evitar a frustração
Novembro /2004
No momento em que a maioria das empresas fecha
seus planos para o próximo ano, as oportunidades
de patrocínio e de parcerias são
analisadas para serem inseridas no calendário.
Só que muitas vezes a empolgação
inicial por um projeto acaba gerando no final
uma frustração por não
se obter os resultados esperados. A decepção
pode ser evitada com uma análise criteriosa
de cada oportunidade, evitando-se investir em
ações que, mesmo financeiramente
atraentes, não sejam capazes de gerar
o retorno desejado. Comprar barato algo que
não se precisa nunca foi um bom negócio.
O ponto de partida é estabelecer com
clareza o objetivo da ação. Exposição
da marca no local da atividade? Cobertura de
imprensa enfocando a participação
da empresa? Possibilidade de envolvimento dos
funcionários com a ação?
Somente a partir dessa definição
pode-se avaliar objetivamente se o retorno esperado
é possível.
Havendo viabilidade, deve-se analisar em seguida
todos os dados a respeito de quem propõe
o projeto e como pretende desenvolvê-lo.
Afinal, qualquer arranhão na reputação
do parceiro vai refletir na imagem de quem o
apóia. Garantida essa idoneidade, a forma
como o parceiro pretende realizar sua proposta
deve estar discriminada num documento formal,
que inclua também um cronograma de prestação
de contas. Uma boa dica é acertar um
desembolso por etapas, de maneira que o apoio
vá sendo pago à medida que as
metas forem sendo atendidas.
É
importante também que a empresa eleja
uma causa, que tenha ligação com
seu negócio e esteja alinhada com sua
missão, valores e princípios de
responsabilidade social. Uma empresa que fabrique
produtos para idosos terá maior retorno
em projetos de apoio à Terceira Idade.
Mas não terá legitimidade se discriminar
os idosos em sua força de trabalho. Uma
causa bem definida facilita a seleção
dos projetos a serem apoiados. E serve para
criar uma sinergia entre todas as ações,
maximizando seu impacto positivo à imagem
corporativa.
Por tudo isso, as decisões a respeito
de patrocínios e parcerias devem passar
pela análise técnica da área
de Comunicação. Com base em sua
experiência, ela pode determinar qual
o real potencial de um determinado projeto.
Ou recomendar mudanças no seu formato
para torná-lo mais adequado aos objetivos
estratégicos da companhia, reduzindo
as possibilidades de que a proposta seja simplesmente
um fator gerador de frustração
e, pior, de desperdício de verba.
Responsabilidade
Social não é coisa de momento
Setembro /2004
O final de ano se aproxima e muitas
empresas começam a pensar como contribuir
para o Natal dos menos favorecidos, levando
solidariedade às comunidades das quais
fazem parte.
Embora louvável e integradora, pois em
muitos casos permite a prática da cidadania
também com a participação
dos funcionários, campanhas de arrecadação
e doações devem ser tratadas pelas
empresas como parte de uma estratégia
maior, integrantes de um projeto concreto de
responsabilidade social corporativa.
Em um mundo que passou a valorizar a atuação
socialmente responsável como parte da
performance das empresas, e no qual consumidores
passaram a levar este atributo em conta na hora
de escolher suas marcas preferidas, as ações
típicas do período natalino representam
uma grande oportunidade para iniciar ou consolidar
uma postura responsável com todos os
públicos com os quais a empresa se relaciona.
Pela relevância e pelo impacto que pode
ter sobre a sociedade e sobre a própria
empresa, a atuação social merece
tempo, estrutura, recursos e planejamento cuidadoso
para o estabelecimento de objetivos, caminhos
e processos, tanto quanto qualquer outra atividade
da organização.
A Publicom tem apoiado diversos dos seus clientes
em programas contínuos e estruturados
de responsabilidade social, como McDonald´s,
Kraft e Novartis. E uma das certezas é
de que não há receita de bolo.
O modelo de uma organização não
necessariamente funcionará quando aplicado
à outra, pois o programa deve ser concebido
de forma alinhada às características
e principalmente ao negócio da empresa.
Outro princípio essencial é o
envolvimento da alta direção,
o que assegura a visão do programa de
responsabilidade social como uma atividade que
faz parte da essência da empresa, e não
um capricho de um profissional ou departamento
bem intencionados.
Dessa forma, a boa ação do Natal,
elogiável em todos os sentidos, deixa
de ser uma ação pontual e ganha
uma dimensão estratégica, alinhada
ao negócio e com maiores chances de gerar
resultados positivos de longo prazo para todos
os envolvidos. |